3 de dez. de 2009

uma noite fria e sem luz, percebi

 Estive a sós comigo
e a cada instante
percebi uma presença
que me dava força 
e coragem
quando não havia

Mas 
percibi que alguem
não havia desistido
que acredita
Esta presença era tão forte
ainda que ao meu redor 
tudo parecesse vazio 
sem sentido
solitário


Era uma presensa
inesperada, 
mas desejada
Que ...

junto a mim estava
ao meu medo 
me deu coragem
quando falava 
escutava
no teu falar 
o meu escutar
no meu jeito de ser 
 o teu jeito de ser
mesmo em tua ausencia
( ausencia esta que se olha e perceber o vazio)
é como quando anuvem cobrem o sol, ao olhos não está lá
mas por sobre as nuvens o sol ainda brilha e sempre vai brilhas

Então

percebi que te fazes  tão presente...
 e que comigo sempre estas...
Obrigada por me amar .


23 de nov. de 2009

hoje é um belo dia pra recomeçar a viver de Amor

Obrigada, por você fazer parti da minha Historia de vida
Obrigada, por vc, ser um grande e inestimável presente de Deus em Minha vida, ou será que eu deveria dizer:
Parabéns! 
Vc consegue, sou muito grata a Deus, pois aprendi e descobri muitas coisas que eu não conhecia e nem sabia ser possível, eu ser, sentir, sonhar, desejar... 
No tempo em que te via e revia todos os dias, e hj posso dizer que ainda estou aprendendo.
Obrigada por sua compreensão, e paciência neste tempo, estou aprendendo a ser amiga, aprendendo a ser irmã, estou aprendendo a ser filha, estou aprendendo e redescobrindo, que belo é o amor humano, e mais belo ainda é o amor de Deus entre nós.
Obrigada pelo teu silencio, pela caridade, e peço perdão pelas vezes que exigi, cobrei algumas coisas é que ainda não entendia e talves nem entanda, o que de fato  é amar, cuidar, ...

Foi / é... Maravilhoso ter você em mInha vida,

Obrigada por me fazer conhecer a Maria não muito  bem vista , acolçhida e admirada por mim.., que muitas vezes até escondi pra que ninquem aconheça, mas descombri o sentido biblico de ser Maria, e que nasci para amar. afinal sou imagem e semelhança de Deus, e Deus é amor, e me me fez capaz de amar... na verdae um potencia de amor, não amor piegas, mas amo agapé, que amar simplesmente...

E por me ajuda não ser tão resistente a você aos outros, pra mim é  difícil ser , ou melhor reconhecer -me frágil, delicada, ... e essas coisas mais...
Obrigada por me ensinar a amar, esperar... acreditar, confiar, isto sim,

obrigada por acreditar  e me ensinar a acreditar nos planos e promessas de Deus.
Acho que um dia vou entender melhor o que de fato acontece... e se não entender só sei que amei, tentei, esperei acreditei algumas vezes quis desistir é verdade mas não é próprio de minha personalidade abrir mão do que eu amo... assim tão facilmente, então Insisti... 
Hoje posso dizer valeu apena, cada dia, cada instante, cada momento... as lutas, as batalhas vencidas, as derrotas, as marcas, como diz a musica, o AMor deixa marcas... são eternas e só vale apena se for até o fim, 

Obrigada por me ensinar estar sempre com voC~e mesmo estando tão distante

Aprendi muito com você

Hoje sou Livre... é bom e libertado gritar

Eu  sou livre 
Amar sem complicações e exigências... Aiaiaaí este meu jeito inda imperfeito, este meu jeito de querer ser forte... quando na verdade... estou fragil, estou com medo, medo de me perder, medo de perder, medo do escuro quando estou sozinha, medo de tantas coisas... quem para no medo de ferisse não descobrirá que ser Livre é AMAR... LIVRE é AMAAAAR!

Eu queria tanto ser simplemente Maria, filha de Deus, irmã, amiga, shalom, ... ainda estou descobrindo, mas conto com vc.

Eu Queria saber e poder expressar em poucas palavras mas a palavras como sempre saltam e... só sei que é assim. 
Eu quero dizer, com toda a minha alma, com todo o meu intendimento... oh ai... tudo bem  é aind apouco o que quero dizer é que inteira, toda inteira eu AMO VC, sem divisões, com imperfeições, mas em minhas imperfeições fazes crescer belas flores, lindas flores, 
Obrigada por escolher me amar.

17 de nov. de 2009

A verdadeira alegria da castidade





Afetividade e Sexualidade

16-11-2009


A juventude é um tempo em que estamos particularmente predispostos à alegria; à procura de divertimentos; abertos à novas experiências e sensações. É um tempo em que é praticamente impossível ficar parado! Nos envolvemos fácil e naturalmente em atividades agitadas que possam nos proporcionar "felicidade", algum prazer, uma sensação de liberdade, de potência; de juventude mesmo. Temos necessidade de certa dose de aventura, precisamos descarregar adrenalina, colocar para fora toda a energia que temos armazenada em nós; e isso é muito bom. É sinal da nossa juventude, vitalidade e saúde física e mental.

Para encontrar o que procuramos, nos são oferecidas inúmeras opções. Esportes radicais para todos os gostos: rappel, mountain bike, trilha, skate, surf, bungee jump, alpinismo, snowboard (...); Filmes de todos os gêneros: drama, policial, aventura, suspense, ficção científica, romance "água com açúcar"; tudo isso sem falar nos muitos tipos de Festa que aparecem por aí todos os dias: festa à fantasia, luau "não sei de quê", uma noite "não sei onde", as raves (aquelas festas meio clandestinas em que se ouve música e se dança ao ar livre ou em tendas), festivais de rock... há também aquelas festas cujo tema são bebidas alcóolicas: festa da Tequila, festival da cerveja... Além de músicas nos mais variados ritmos, com letras com igual (ou até maior) variedade de níveis, para "dançar a noite inteira" ou então para "ouvir comendo chocolate", como se costuma falar...
Sem dúvida, um verdadeiro banquete para os nossos sentidos!

Como sabemos, os sentidos são como que portas que dão aceso à nossa alma; e justamente por isso precisamos ter todo cuidado com aquilo que, de certa forma, permitimos que passe através delas. O bombardeio de sons, palavras, imagens, sensações enfim, nos fragiliza, nos deixa praticamente sem defesa; acaba por roubar nosso coração e pensamento do Bom, do Belo e surge em nossa consciência uma espécie de cortina de fumaça, que dificulta a distinção, a separação do que é bom e lícito para nós, daquilo que não nos convém como cristãos, como filhos muitíssimo amados de Deus. Desse modo, acabamos por expor nossa alma, nosso ser mais íntimo e as nossas faculdades (memória, afetividade... e especialmente a imaginação) à contaminações e feridas que poderiam muito bem ser evitadas se soubéssemos nos preservar, se ficássemos mais atentos ao que "engolimos" através dos nossos sentidos.
Selecionar nossos divertimentos de modo algum nos fará "menos jovens"; mas certamente nos tornará mais responsáveis por nós mesmos e pelas nossas escolhas, jovens maduros, que sabem do valor inestimável que têm e por isso zelam por si mesmos e pelos outros. Não é, de modo algum, impossível ser jovem, ser alegre e se divertir (e muito!) de maneira saudável; sem abrir espaço ao pecado e à contaminação pela via dos sentidos.

É preciso que tenhamos sempre a consciência de que somos Templo do Espírito Santo (cf. I Cor 6,19) e, portanto, precisamos vigiar rigorosamente a entrada da habitação do Senhor e glorificá-lo na nossa vida e no nosso corpo.
É urgente que estejamos atentos sempre e em todo lugar; que deixemos as obras das trevas e vistamos as armas da luz, assim nos fala S. Paulo na sua carta aos Romanos (cf. Rm 13, 11-14). Ele continua: "vivamos honestamente, como em pleno dia: não em orgias e bebedeiras, prostituição e libertinagem, brigas e ciúmes. Mas revesti-vos do Senhor Jesus Cristo, e não sigais os desejos dos instintos egoístas". Como vemos, a sociedade daquele tempo tinha feridas parecidas com as nossas, não é verdade?

Então, em vez de ocuparmos nossos sentidos e faculdades com divertimentos que não fazem outra coisa senão nos empurrar para o pecado; nos "ocupemos com tudo o que é verdadeiro, nobre, justo, puro, amável, honroso, virtuoso, ou que de algum modo mereça louvor".(cf. Fl 4,8) Assim seremos capazes de uma alegria perene, que não está condicionada ao uso de entorpecentes ou qualquer coisa semelhante, e principalmente, seremos capazes de divertimentos verdadeiros, que não contrariem nossa natureza.

Como jovens cristãos precisamos, sim, nos divertir. Mais ainda, precisamos ser alegres; mas acima de tudo, temos em nosso coração uma necessidade profunda de nos preservar daquilo que nos corrompe e afasta do Amor, sentido último da nossa existência.

Zelar pela nossa pureza, pela correção do nosso modo de agir, de vestir e de nos comportar; lutar pela pureza do nosso olhar, pela castidade no nosso modo de dançar; nos nossos relacionamentos cotidianos; selecionar as músicas que ouvimos; os lugares que freqüentamos; os filmes e programas que assistimos, nos recusando a prestigiar espetáculos degradantes... Tudo isso reflete a profunda gratidão do nosso coração ao Deus que nos ama e nos fez de modo tão maravilhoso!

RETIRADO DE
http://www.comshalom.org/formacao

9 de out. de 2009

Deus vai me tecendo silenciosamente


                Estou em Construção, a cada dia percebo a beleza com a qual Deus me fez, Simplicidade, alegria, paciência, verdade, justiça " a de Deus", generosidade, Parcimônia Verbal (jeito elegante de dizer: pessoa que fala muito< e que gosta de falar de expressar-se,)
Amo poesia, amo a vida que Deus me deu, sou feliz tenho 12 irmãos vivos que eu amo muito, minha mãe é Maria, muito aprendi com ela, valores, os primeiro passos em direção a Deus, a fé, a esperança a caridade... Aprendi com minha mãe... Meu pai é Antonio e isto tem muito a dizer, firmeza, confiança, palavra, verdadeiro, perseverança, vivacidade...

                  Aprendi, aprendo, aprenderei... com Uany, Celle, Andréia, Mara, Suzi, André do Anchieta,Fabix, Andréia, Sergio,.. Irmã Jane( Africa), Everaldo, Jorge, Cris’s, Padre João, Pe. Rogério, Pe. Paulo Jorge, Pe. Patrício, Frei Flavio, Frei Ribamar, Frei Atimar, Frei João e o Frei João de Deus,.. Padre Almeida.


                     Meu Deus, amado meu... a Irmã Auria, Dom João risatt, Pe. Dante, o Eldo, Marcilene, Lidiane,  Murielle, João bala, Roneide ( negona se garante),  Prfº Magno, Orivaldo, Gil, Mara, Batista, Joana,  também com Zezinho, o Aldo( cara vc é de mais me faz falta suas poesias, saudade de vc...) Fabão, Leandro, leo, Erika, Elmar Juci, Karissia, Humberto, Aline, Franco, Rômulo, o outro Rõmulo e o Araújo de Oliveira... quanto aprendi e  descobri... o Fio de ouro, Curados pra Amar,  Moyses e a Emmir  auto conhecimento profundo Meus irmão do Novi de Pacajus, O mestre Gleidson, Clarinha, Manuzinha, Emmanueli, Monickinha, Adriana e  Marcio André amigos das Noite de estudos... Io parlo la lingua italiana. eco amici, e tu dove sei ‘e libero lo posto, signore? “ ai ai como é belo perceber-me assim... é aqui o grande e inestimavel RUBEM ALVEs, QUANTO A MIM SOU ANTROPOLOGISTA .... no sentindo mais amplo e abrangente... é interesante  como Deus vai nos tecendo silenciosamnete, as vezes relutamos, mas Deus em sua sabia paciencia historica, vai no deseenhando com tal Exatidão, tamanha precisão... que impressiona.

                  Belo é o amor humanos, mas belo ´o amor de Deus entre nós
Hoje é um belo dia pra recomeçar e viver abandonada em Deus que é amor.




5 de out. de 2009

Santa Teresinha e o Projeto Juventude para Jesus por Ronaldo Pereira





“Nascida no meio dos jovens, a Comunidade tem para com eles um amor e dedicação especiais. Em sua múltipla ação evangelizadora sempre os tem presentes (...) Na grande tarefa de evangelizar os jovens, a Comunidade apresenta Santa Teresinha do Menino Jesus como modelo de santidade e sabedoria e a tem como intercessora fiel nesta missão”. (ECCSh).
Neste mês de outubro não podemos deixar de expressar a alegria que sentimos por ter a nossa juventude entregue e vivida para Jesus. Deus nos criou para sermos santos! É bem-aventurado aquele que descobre isso desde a sua mocidade.
Queremos apresentar à juventude Santa Teresinha do Menino Jesus, também conhecida como Santa Teresa de Lisieux. Desde a infância ela apresentava um grande desejo de santidade; trilhou o caminho da simplicidade e ensina aos pequenos e fracos a viver para agradar o coração de Jesus nas pequenas coisas, dando-lhe pequenas provas de amor.
Santa Teresinha ingressou no Carmelo aos 15 anos e morreu aos 24. Sua vida é um grito de santidade, de urgência de conversão na vida e nos valores da juventude, porque muitos já estão nos seus 24/25 anos (ou mais) e ainda não encontraram o sentido da vida, que é Deus. Esta santa nos ensina que enquanto estivermos nesta terra, não devemos ter outra alegria a não ser agradar o coração de Jesus.
Sim! Esta é a nossa alegria: amar a Jesus, amar os homens porque Jesus lhes ama, viver para o outro e não para nós mesmos, porque assim fez Jesus. Descobrimos que há mais alegria em dar do que em receber; que a felicidade do homem está em se doar, em viver para dar provas de amor a Deus através dos irmãos.
Toda esta vida de santidade, mergulhada na graça e na virtude, contrasta com o que o mundo oferece para o jovem, e de certa forma existe no coração dos jovens a seguinte pergunta: “É possível ser santo no mundo de hoje?”. O Papa João Paulo II responde: “Jovem, não tenha medo de ser santo!”. Ele diz isso porque como homem conhece as nossas fragilidades e sabe que o nosso orgulho muitas vezes nos leva a contar mais com as nossas forças, do que com a graça de Deus.
A santidade não é mérito do homem, é graça de Deus. É Ele quem nos torna santos. Santa Teresinha trilhou o caminho da humildade, e esta é a melhor virtude para combater o orgulho. Somos fracos, somos pecadores, não temos méritos, mas podemos ser santos, porque o “santo nada mais é do que um pecador perdoado”, que vive para anunciar a misericórdia de Deus em sua vida.
Assim, Deus nos chama à santidade e nos dá toda graça necessária para que seja possível vivê-la. Existe um pequeno episódio da infância de Teresinha, relatado pela própria santa: ela brincava com a sua irmã mais próxima, Celina; Leônia (sua irmã mais velha), julgando-se muito crescida para brincar com boneca, veio procurá-las com uma cesta cheia de vestidos e lindos retalhos para fazer outros. Leônia ofereceu-lhes o que trazia e disse-lhes: “Escolhei, dou-vos tudo isto”. Celina estendeu a mão e tomou um pacotinho de alamares que lhe agradava. Após um instante de reflexão, Teresinha estendeu a mão e declarou: ‘Escolho tudo’, e apoderou-se da cesta sem qualquer formalidade. E a própria santa descreve: “Mais tarde, quando se me tornou evidente o que era perfeição, compreendi que para se tornar santa era preciso sofrer muito, ir sempre atrás do mais perfeito e esquecer-se a si mesmo. Compreendi que na perfeição havia muitos graus e que cada alma era livre no responder às solicitações do Senhor, no fazer muito ou pouco por Ele, numa palavra, no escolher entre os sacrifícios que exige. Então, como nos dias de minha primeira infância, exclamei: ‘Meu Deus, escolho tudo’. Não quero ser santa pela metade. Não me faz medo sofrer por vós, a única coisa que me dá receio é a de ficar com minha vontade. Tomai-a vós, pois ‘escolho tudo’ o que vós quiserdes!”.
Como santa Teresinha, nós queremos escolher tudo! Deus oferece a nós, jovens, toda graça necessária para sermos santos e nós somos livres para escolher o quanto queremos responder a Ele. Por isso, não queira ser santo pela metade. Tome posse, hoje, da graça de santidade que o Senhor derrama sobre todos os seus filhos e tenha a sua experiência de viver uma juventude para Jesus.

30 de set. de 2009

Precisamos de Santos

Carta do Santo Papa Joao Paulo II aos jovens do mundo inteiro:

" - Precisamos de Santos sem véu ou batina.
- Precisamos de Santos de calça jeans e tênis.
- Precisamos de Santos que vão cinema, ouvem música e passeiam com os amigos.
- Precisamos de Santos que coloquem Deus em primeiro lugar, mas que se "lascam" na faculdade.
- Precisamos de Santos que tenham tempo todo dia para rezar e que saibam namorar na pureza e castidade, ou que consagrem sua castidade.
- Precisamos de Santos modernos, Santos do século XXI com uma espiritualidade inserida em nosso tempo.
- Precisamos de Santos comprometidos com os pobres e as necessárias mudanças sociais.
- Precisamos de Santos que vivam no mundo, se santifiquem no mundo, que não tenham medo de viver no mundo.
- Precisamos de Santos que bebam Coca-Cola e comam hot dog, que usem jeans, que sejam internautas, que escutem discman.
- Precisamos de Santos que amem a Eucaristia e que não tenham vergonha de tomar um refri ou comer pizza no fim-de-semana com os amigos."

25 de set. de 2009

Como viver a castidade hoje?


Refletindo sobre o texto de D. Rafael Ci­fuentes, vê-se que ele ressalta três pontos essenciais:
A pureza de vida é um mandamento evangélico.

Parece óbvio demais? Engano! Há educadores (desculpe, "educadores") que não mais entendem ou ensinam o sexto mandamento da lei de Deus. O "Não pecar contra a castidade" não faz parte de suas pregações ou é covardemente omitido. Conheço dezenas de casos de ensinos, pregações, aulas, debates, mesas ­redondas, onde o representante do pensa­mento cristão, de quem todos esperam respostas esclarecedoras e firmes, se perde em observações esquivas, omissões e relativismos. Com certeza, infelizmente, você conhece outras dezenas.
No entanto, a Palavra e a Doutrina continuam como antes. Não mudaram. Não mudou tampouco (ao contrário do que muitos meios de comunicação divulgaram) a visão da Igreja sobre o sexo pré-matrimonial, a masturbação, o homossexualismo, o adultério, a fornicação, a luxúria. No Cate­cismo da Igreja estes conceitos continuam imutáveis. Pensando bem, quem se atreveria a mudar um mandamento da lei de Deus e, ao mesmo tempo, um mandamento evangélico, emitido por Jesus: "bem­aventurados os puros porque verão a Deus?" (Mt 5,8).
Enganam-se os que pensam poder-se relativizar o que está bem claro tanto no Novo quanto no Antigo Testamento, tanto na Doutrina quanto na Tradição e Magistério da Igreja. O problema é que hoje tem gente que nem a isso dá importância.
Enganam-se, também, os que pensam que o casamento seria uma "'quebra" da castidade ou uma "concessão" feita quanto a este mandamento. Muito pelo contrário: a noção correta de castidade envolve o mandamento evangélico da pureza que deve, obrigatoriamente, estar presente tanto no matrimônio quanto no sacerdócio ou no celibato. O conceito evangélico de pureza ultrapassa o de estado de vida.

O que é ser casto? Por que ser casto? Como ser casto hoje?

Ser casto é muito mais do que ser virgem. No entanto, a pureza, ou castidade, inclui necessariamente a vivência da virgindade. Ser casto abrange toda a pureza de coração, de intenções e de desejo sincero de fazer a vontade de Deus. Inclui a determinação de não pecar (e isso não somente com relação ao sexo, mas em todas as áreas da vida). Inclui, ainda, uma compreensão madura do que seja a vida e a decisão de viver para cumprir a vontade de Deus.
Viver a pureza é uma grande graça, da qual hoje todos zombam abertamente. É correr o grande risco de ser in­compreendido, chacoteado, caluniado, humilhado, mal­tratado. No entanto, vale a pena buscar esta graça. Vale a pena pedi­Ia a Deus e colaborar com toda a nossa vontade para que ela seja efetiva na nossa vida.
No meio do "Antitabu" do sexo, agressiva e desafiadoramente praticado nos dias de hoje como algo muito natural, a busca da vida pura é um desafio para jovens de têmpera. Os tolos e imaturos nem sequer o entendem. Aqueles, porém, que encaram a vida com a serena alegria dos que crêem em Deus, abraçam o desafio com grande confiança de que a graça irá socorrê-los.
Falar de maneira genérica sobre a castidade nos levaria a todo um tratado sobre a vida santa, o que é muito além de nossas possibilidades e das desta revista. Como sabemos que o que mais questiona o jovem é a razão para a castidade com relação à vivência da sexualidade, é sobre ela que falaremos.

O segundo ponto ressalta que "o mandamento é muitas vezes recalcado devido à mentalidade de hoje".
De fato. Tem-se medo de pensar diferente, de ser diferente da imensa maioria das pessoas. Tem-se medo de testemunhar o que pensa Deus a este respeito, o que a Igreja ensina, o que todo nós, no fundo no fundo, temos desejo de viver, pois Deus nos criou para sermos santos. O medo e a covardia, sem falar na ingratidão, nos levam a calar, a sermos omissos, a preferirmos a mentalidade do mundo à vontade de Deus. Desta forma, "recalcamos" o manda­mento evangélico da pureza, isto é, abafamo-lo, ignoramo-lo, tratamos de relativizá-lo para sermos mais "normais", mais bem aceitos. Corre­mos até o risco de achar que se fizer­mos isso vamos ter mais facilidade de nos aproximar dos jovens e levá-los a Jesus. Terrível engano! Como se pode levar alguém a Jesus deixando-o em seu pecado? O método de Jesus era bem diferente. Ele se aproximava amorosamente do pecador, mas não admitia seu pecado. Claro, não condenou jamais o pecador e, no entanto, nunca deixou de condenar o pecado abertamente e a ordenar com clareza: "Vai e não peque mais”. Quanto mais a gente conhece a beleza de alma que Deus deu ao jovem, mais a gente se convence que o que ele quer é Jesus. Jesus como Ele é: verdadeiro; radical quanto à perfeição de vida, mas extremamente misericordioso para com o pecador; absolutamente radical quando se trata de punir ou retratar o pecado (veja-se Zaqueu), mas extrema­mente flexível quanto à regeneração do homem aviltado por seus pecados. Jovem quer Jesus. Um Jesus corajoso, radical, misericordioso, livre, como o jovem deseja ser.

O terceiro ponto é contundente: este recalque do mandamento, seja por medo e covardia, seja na ilusão do ser aceito para "evangelizar", "produz distúrbios espirituais e psíquicos".

Nada mais previsível. Se Deus criou o homem para o amor a Ele, a seus irmãos e a si mesmo, tudo o que venha deturpar esta finalidade última de amor e santificação deforma o homem. A isto se dá o nome de pecado.

O recalque do princípio evangélico da pureza, visto aqui principalmente como o princípio de castidade, traz enormes prejuízo espirituais, especialmente devido à intemperança e ao vício. E, veja, aqui não estamos falando somente de coisas "'fortes" como relações sexuais antes do matrimônio ou masturbação e homossexualismo masculino ou feminino. Estamos falando de toda uma caminhada de relacionamento também no namoro e no noivado, caso a vocação do jovem seja a do matrimônio. Estamos falando também dos pensamentos, das fantasias, dos filmes e revistas, dos programas de televisão (mesmo aqueles que parecem meros programas de variedades, mas contêm centenas de sentidos duplos em cada palavra dos apresentadores) das conversas; da maneira de vestir; do comportamento sensual ao andar, falar, sentar; das diversões; da busca desenfreada de mais prazer, de mais emoções, de mais "coisas novas".

Tudo o que, no campo da sexualidade, for uma manipulação do meu irmão para o meu próprio prazer é contrário à castidade, seja fora, seja dentro do matrimônio, fora ou dentro do namoro, na amizade ou no relacionamento superficial. O que for uma manipulação do outro ou de mim mesmo (pois só sou manipulado, usado, se o permitir, exceto no caso do estupro) vai, obviamente, ser um ultraje para a minha alma e para o meu psiquismo. Mais que isso, vai produzir distúrbios espirituais como o vício, a incontinência, a falta de autodomínio, o afastamento de Deus e da Igreja, o afastamento da oração e da Eucaristia, o esfriamento da alma, a falta de temor a Deus, a relativização dos valores evangélicos, só para citar alguns.
No campo dos distúrbios psíquicos teremos a insegurança, a dependência emocional do outro, a dependência emocional de sensações, a culpa, o medo, o sentimento de ser sujo, de não servir mais para nada, entre muitos outros prejuízos, por vezes, irreversíveis.

Mas qual a vantagem de um jovem viver a castidade? Por que ser casto?

Perguntar isso de maneira genérica equivaleria a perguntar qual a vantagem de ser santo. No entanto, se a pergunta se refere especificamente à castidade quanto à sexualidade, dentre as inúmeras vantagens pode-se destacar duas: a fomentação do amor e a liberdade para discernir a própria vocação. É ainda D. Rafael Cifuentes quem nos ensina:
"O coração humano está destinado a amar. Só no amor ele encontra o seu alimento. Quando não se lhe dá amor, ele procura, esfomeado, o primeiro que encontra: a excitação sexual, a descarga hormonal que o levam a uma insatisfação afetiva e a uma frustração amorosa”.
O coração humano necessita de um amor à altura da sua dignidade. "
Bastaria esta última frase, não é verdade? O seu coração não necessita de um amor degradante, passional, quase animalesco. O seu coração humano necessita de um amor à altura de sua dignidade de filho de Deus. Este amor verdadeiro é o alimento do seu coração e é o único que o leva a Deus. A vivência de uma sexualidade deturpada, pelo contrário, afastam-no de Deus e deixam o seu coração cada vez mais inquieto e faminto em busca de ilusões que o farão cada vez mais fraco e escravizado. Tem razão a Pa­lavra de Deus quando diz, em Jeremias: "Meu povo me abandonou a mim, fonte de água viva, para cavar para si cisternas, cisternas fendidas, que não retêm a água (Jer 2,13)”
O seu coração pode descobrir, na vivência tranqüila e corajosa da castidade - seja você homem ou mulher ­o amor que corresponda ao preceito de "amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo". Desta maneira, você está colocando todo o seu ser, seu espírito, suas forças, na vivência do amor autêntico e, nesta vivência, com toda a certeza, vai ter um ambiente mais propício para descobrir a sua vocação. E, entenda, seja ela celibato, sacerdócio ou matrimônio, seu coração estará muito melhor preparado para descobri-Ia se estiver livre por amor e para o amor, ainda que namorando, ainda que com inúmeros amigos, ainda que vivendo como o mais normal dos jovens cristãos.
Sendo casto, você fomenta o amor real em você, você se prepara para assumir a vontade de Deus em sua vida. Estas duas coisas são suficientes para garantir a "inteireza" e a felicidade permanente, serena e madura de qualquer um. Feliz aquele que não se deixar iludir pelos inúmeros prazeres e ofertas do mundo e aceitar o desafio de trilhar a estrada do amor para um amor maior.
Texto retirado do site www.comshalom.org (setor formação)